Livro: 2001 - A space odyssey / 2001 - Uma odisséia no espaço | Arthur C. Clarke

Férias (da faculdade) é tempo de curtir prazeres que durante o ano normal não da tempo. No feriado de natal (2010) iniciei, e na segunda chance (feriado de ano novo) terminei esse excelente livro.

Antes dele eu tinha lido a poucas semanas "O restaurante do fim do universo", e esse tem um assunto um tanto correlato.

A primeira parte, quando falava da evolução da humanidade, do "amigo da lua" achei que seria a mais interessante. Nada como rir da desgraça da própria humanidade (a evolução é uma comédia), o autor é sarcástico, faz piadas inteligentes que nos fazem em vão passar minutos refletindo sobre a possibilidade de sua veracidade.

A leitura ia bem, mas aí começou viagem para lá, "aventurazinha para cá", meio chato, já tinha lido bastante Douglas Adams. Foi aí que entre em cena a AMT-1, na lua. A sequência é realmente fantástica!

Realmente fantásticas as hipóteses levantadas durante o livro, além do conhecimento de astronomia que vem junto com a leitura. Será que a velocidade da luz é mesmo a maior velocidade que existe? Será ela intransponível? Porque você pensa que os ET's tenha vida curta como os humanos? Talvez não haja nenhum problema (além do tédio) uma viagem espacial para outra galáxia (a muitos anos luz).

Para os viciados na área de informática, há um tal de "HAL 9000", que é o computador central da nave espacial "Discovery", como diz no livro, ele passa "brincando" pelo teste de Turing. Como se citar Alan Turing não fosse o bastante.... a inteligência artificial ao atingir consciência, chega a um dilema existencial bem humano.

Um trecho livro? Dos primeiros capítulos ...

Amigo da Lua arrastou-se para fora da caverna, subiu numa grande pedra que estava ao lado da entrada e acocorou-se para observar o vale. De todas as criaturas que haviam pisado a Terra, os homens-macaco eram os primeiros a olhar constantemente para a Lua. E, apesar de não se lembrar disso, Amigo da Lua costumava, quando era criança, espichar-se na tentativa de tocar aquele rosto fantasmagórico que surgia acima das colinas.

Jamais conseguira. Agora, tinha idade suficiente para compreender por que não obtivera êxito. Era evidente que precisava, antes de mais nada, subir numa árvore bem alta.

Leitura recomendadíssima!
2011-01-03 16:14:00
Este é o antigo Live Helton

Então, português é minha língua mãe, eu não tenho tanto a aprender quanto nos demais idiomas, assim este blog não discute aprendizado do idioma, e sim tópicos randômicos de interesse do dia a dia. Tecnologia, desenvolvimento, um pouco de reflexão crítica, enfim, uma bagunça bem como nossa mente é.
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