A primeira experiência com a linguagem Lua

Nas férias arrumei um Palm Z22, muito legal, mas limitado como todo o "hardware" por sí só sempre foi. Precisa-se de softwares úteis, senão um Palm é apenas uma agenda digital.

O motivo pelo qual quis esse aparelho é justamente porque sabia que existia como desenvolver software para essa plataforma. Na verdade eu estava certo que poderia programar em Java para ele, e como esse semestre na faculdade teremos a cadeira de Programação Orientada a Objetos (que usa-se de Java), queria mesmo é juntar o necessário (aprenmder Java) com o agradável (fazer meus próprios aplicativos para Palm).

Infelismente descobri que não roda Java (pelo menos ainda não sei como fazer). Sim, da para programar em mais uma porção de linguagens. Uma delas e no meu ponto de vista é a linguagem Lua.

Motivos por ter escolhido Lua:

- Da para programar em Lua para praticamente todos os hardwares e plataformas (Windows, Linux, Unix, Mac, PowerPX, Xbox, PlayStation, para web, Symbian, Win CE ....)

- Uma linguagem de programação criada aqui no Brasil, mas com visibilidade internacional, aqui no Brasil são muito poucos os que sabem.

- É usada para programação de jogos, e dá show!!! Confira na Wikipedia quais foram feitos usando Lua! Incrível!

- A Adobe usa ela no Photoshop

- Tem documentação "suficiente", como disse, aqui no Brasil são poucos, o que tem está em inglês (e isso me agrada, estou mesmo querendo exercitar meu inglês e estou aprendendo alemão). Tendo pouca documentação, há muita área para escrever artigos sobre Lua, não é como PHP que para cada função da linguagem tem incontável artigos.

- É a linguagem de programação usada no midelware da TV Digital aqui no Brasil, esse negócio de TV Digital está começando agora aqui, logo tem MUITO o que fazer.

- Achei uma linguagem de programação fácil. Nunca tinha lido uma linha de código sobre a linguagem, em menos de 3 horas fiz meu primeiro programa, e nem era em Lua, era em Plua. Ou seja, tive que aprender o básico sobre Lua + os recursos para programar para Palm que a Plua oferece.


Bom, chega de enrolação e vamos ao código! (não riam, este é meu "hello world", o primeiro código que escrevi, vai melhorar ainda! )

ptitle("helton app")

function salario()
s = pinput("digite seu salario","R$ 100000")
return s
end

-- duas linhas, 200 de largura, aceita 20 caracteres

--fileField = pfield(2,200,20)



function main()

repeat

s = salario()

-- if sempre tem o then, mesmo tendo so uma linha de comando
if(s ~= nil) then
print(s)
main()
else
break
end

until(1==1)

end



if pconfirm("fechar o programa?") then
print("ok")
else
main()
end





Este código está escrito em Plua 1.0, na versão 2.0 é tudo OO pelo que percebi, mudam bastante os comandos (que são objetos na 2.0 com seus métodos e tal ...). Eu compilei ele no computador e passei o arquivo compilado ".prc" para o Palm pelo HotSync. No palm você tem que ter instalado o Plua Runtime (que são as libs necessárias, não sei certo ainda, mas é tipo uma máquina Java), no meu caso tenho instalado o runtime da versão 1.0, que o programa foi compilado para tal.

Vocês pode baixar o runtime no site do projeto Plua. O compilador, e a documentação também está lá (Plua1.0 site oficial e Plua 2.0 site oficial)

O que achei de anormal na linguagem? O comentário de uma linha é "--", é a primeira linguagem (Lua e Plua) que sei que usa esse caracter.

Bom, como você deve ter percebido, esse blog tem sua URL em alemão, descrição e título em português, inglês e alemão. Os textos TODOS do blog pretendo disponibilizar nestes três idiomas. Bom para mim, bom para você que pode falar melhor um desses idiomas que o outro.

Até a próxima!

Declaro iniciado o blog do mundo da Lua!

Atenciosamente: Helton Eduardo Ritter
2009-01-30 13:18:00
Este é o antigo Live Helton

Então, português é minha língua mãe, eu não tenho tanto a aprender quanto nos demais idiomas, assim este blog não discute aprendizado do idioma, e sim tópicos randômicos de interesse do dia a dia. Tecnologia, desenvolvimento, um pouco de reflexão crítica, enfim, uma bagunça bem como nossa mente é.
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"A vida é curta demais para ser pequena / The live is so short to be small / Das leben zu kurz sind für kleine sein". (Benjamin Disraeli)